segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Vou deixar o blogue aos grilos...

Hoje passo por aqui mesmo só para dizer que vou de férias e por isso vou deixar o blogue aos grilinhos - gri, gri, gri, gri. Não vou deixar publicações agendadas, porque assim não ia conseguir responder aos vossos comentários e acho que mais vale voltar a publicar só quando regressar, no final do mês. 
Vocês já foram de férias? Para onde foram? Caso ainda não tenham ido, aproveito para vos desejar umas boas férias também! Divirtam-se!


Até já! 😄

domingo, 13 de agosto de 2017

"Annabelle - A Criação do Mal": a origem da boneca

Annabelle - A Criação do Mal é a prequela de Annabelle, que, por sua vez, é uma prequela do Conjuring. É um filme realizado por David F. Sandberg - realizador que já está relacionado com filmes de terror, pois também dirigiu o Lights Out - que mostra a origem da boneca Annabelle e a maneira como esta foi possuída.


O filme Annabelle (de 2014) mostrou como é que esta boneca malvada foi parar às mãos de Mia e John, um casal que estava à espera da primeira filha e que viu a sua vida complicar-se depois de Annabelle ter ido parar às estantes do quarto da bebé e depois de assistirem ao assassinato dos seus vizinhos. É fundamental ver este filme antes de assistir a Annabelle - A Criação do Mal, porque existem partes de ligação entre os dois.
Tal como o nome indica, este segundo filme de Annabelle vem mostrar a sua origem, o que nos leva até à família Mullins. Samuel e Esther Mullins perderam a sua filha Annabelle - ou Bee, como eles lhe chamavam - num trágico acidente. Mais tarde, mais precisamente doze anos depois, decidem receber na sua casa várias raparigas que viviam num Orfanato e também a Irmã Charlotte que cuida delas. Deste grupo, destacam-se Janice e Linda, duas amigas que sonham ser adotadas pela mesma família para conseguirem ficar juntas para sempre.
Já na casa dos Mullins, Janice é avisada que não pode entrar num quarto que tem a porta trancada. Mas, certa noite, recebe vários bilhetes e descobre que a tal porta está aberta. Quando entra percebe que é o quarto da filha dos Mullins, que tinha morrido, e encontra uma boneca fechada num armário. A partir daí, várias coisas estranhas começam a acontecer.
Annabelle - A Criação do Mal é um filme de terror e essencialmente de suspense. Pessoalmente não achei muito assustador, mas várias pessoas na sala gritaram em diversas partes. Assim sendo, não recomendo a quem não aprecia este género de filmes.
A história é boa, mas na minha opinião podia ser mais aprofundada. É interessante perceber como é que a boneca, feita pelo próprio Samuel Mullins, ficou possuída e se tornou num objecto demoníaco. Mas existem várias pontas soltas ao longo do filme que podiam ser melhor exploradas. Já para não dizer que o final acontece demasiado rápido.
O elenco de Annabelle - A Criação do Mal é composto, no geral, por raparigas muito jovens, que estiveram realmente muito bem nos seus papéis, mais uma vez dou destaque às personagens Janice e Linda, interpretadas por Talitha Bateman e Lulu Wilson, pois acabam por ser as principais do filme.
Em comparação com o primeiro filme de Annabelle, gostei mais deste, principalmente por causa do ambiente em que se insere. A história passa-se muito antes, num ambiente muito mais vintage, que se relaciona muito melhor com a própria boneca Annabelle.
No geral foi um bom filme, apenas fico triste por ter acabado tão rápido (tem 1h50m de duração, mas o tempo passa mesmo a voar) e por ter deixado algumas pontas soltas. 

sábado, 12 de agosto de 2017

"Atypical", a nova série da Netflix

Atypical é a nova série da Netflix, que chega mesmo a lembrar o sucesso 13 Reasons Why. Foi lançada ontem (dia 11 de Agosto) e é composta por oito episódios, cada um com cerca de meia hora. 


Sam Gardner é um rapaz com autismo que adora pinguins e tudo o que está relacionado com a Antártida. Vive com os seus pais e a irmã Casey, que é uma excelente atleta, com um futuro risonho ligado às corridas.  
Sam frequenta uma terapeuta, Julia, que o ajuda em tudo. A partir de um determinado momento, o rapaz percebe que quer ter uma vida normal e que começar a namorar faz parte disso. Então pede conselhos a Julia e acaba com um fraquinho por ela, que vai aumentando cada vez mais. 
A série não se centra apenas em Sam. Existem outras histórias a ser contadas ao mesmo tempo, relacionadas com todas as personagens. São mostrados vários pontos de vista e no final podemos concluir que nunca ninguém sabe o que vai pela cabeça de outra pessoa. 
Atypical tem um tom cómico, mesmo mostrando os problemas ligados ao autismo. Sam vive no seu próprio mundo e os seus familiares têm de se adaptar a isso, o que nem sempre é bom, especialmente para a sua irmã. No entanto, esta sabe lidar com isso e é uma personagem bastante engraçada. Tal como o melhor amigo de Sam e colega de trabalho, Zahid, que está sempre a dizer piadas e a tentar mandar Sam para o "mundo real". 
A série está idêntica a 13 Reasons Why. Ambas são em grande parte passadas nos corredores das escolas e mesmo a maneira como são filmadas é parecida. Felizmente nesta não temos um final tão triste!
Os episódios são curtos e por isso vê-se muito rápido, até porque ficamos sempre com vontade de continuar a ver. Comecei a ver ontem à noite e acabei hoje à tarde - e, acreditem, normalmente demoro imenso tempo a ver séries! Acho que vai ser mais um grande sucesso da Netflix. Vocês já viram? Ou já ouviram falar?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"Diana, a nossa mãe": um documentário sobre a Princesa do Povo

Ontem à noite, a SIC passou em exclusivo, durante o Jornal da Noite, o documentário Diana, Our Mother, produzido pela HBO para celebrar a vida de Diana vinte anos depois do trágico acidente que levou à sua morte.


Os príncipes William e Harry falam da mãe e de tudo o que recordam dela e refletem também acerca de como seria Diana hoje em dia, se ainda estivesse viva, afirmando que seria certamente uma avó muito brincalhona e que provavelmente tinha sido capaz de continuar a fazer o bem pela sociedade.
Amigos próximos da Princesa de Gales também são entrevistados e referem a sua beleza e simpatia, mostrando que ao tornar-se princesa ela foi atirada para o meio dos lobos mas soube imediatamente o que tinha de fazer e assumiu o papel da maneira mais carinhosa possível. Sendo que o falecimento da "princesa do povo" não deixou ninguém indiferente e, nas palavras de Harry, "pessoas que não a conheciam pessoalmente choraram como se tivesse morrido alguém próximo". 
Também o tema da separação de Diana e de Charles é referido e é a partir daqui que a vida de Diana se complica, sempre a ser perseguida por jornalistas e paparazzis que são capazes de tudo para conseguir uma boa fotografia.
Este é um documentário muito humano e cheio de saudade, contado por pessoas que eram realmente muito próximas.
Já agora, aproveito para agradecer ao Miguel do blogue Escritalhada e à Ellie do The Choice, que me nomearam para fazer a Tag "Irmandade dos Bloggers". Infelizmente não gosto assim muito de responder a Tags, ainda que goste de as ler. De qualquer modo, venho convidar-vos a dar um saltinho aos blogues destes dois, porque valem a pena! E agradeço-lhes mais uma vez por se terem lembrado de mim. 😋

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"Atomic Blonde": uma agente muito especial

Atomic Blonde - Agente Especial é um filme de David Leitch, um antigo duplo de filmes de ação. Inspirado na banda desenha The Coldest City de Antony Johnston e Sam Hart, vem mostrar que uma mulher pode ser tão boa ou melhor ainda que Jason Bourne. Chega hoje às salas de Cinema!


O filme começa com Lorraine, a personagem principal, sentada a contar a sua história. Voltamos a 1989, na véspera da queda do muro de Berlim. Lorraine Broughton é uma espiã que é enviada para a Alemanha durante a Guerra Fria, depois da morte de um colega seu. Tem como objectivo encontrar uma lista onde estão escritos todos os nomes de agentes duplos.
Assim que chega à cidade, Lorraine vê-se logo metida em problemas, pois o seu disfarce não é bom o suficiente e por isso tem sempre alguém a tentar matá-la. Até que chega David Percival, que se torna numa espécie de aliado. Somos também levados ao encontro de Delphine Lasalle, uma francesa que também é uma agente secreta, que no final é quem ajuda a nossa protagonista a perceber quem é bom e quem é mau neste filme.
Atomic Blonde é um filme em que a ação nunca pára. A protagonista está constantemente a ser perseguida, a dar murros, pontapés, enfim. Até uma chave pode ser uma excelente arma. Existem cenas incríveis de ação, como, por exemplo, uma sequência numa escada em que ela deita abaixo dois ou três homens, com muita luta pelo meio. O incrível desta cena é que provavelmente foi filmada toda de seguida, sem cortes.
Posso destacar neste filme a banda sonora, que é quase toda formada por êxitos dos anos oitenta. As opções musicais podem nem sempre estar de acordo com aquilo que estamos a ver, mas acabam por encaixar bem.
Também as cores são muito importantes: existem vários contrastes, como até podem ver na imagem desta publicação. As cenas no quarto de Lorraine marcam a diferença precisamente por causa das cores, tal como acontece também no bar a que esta vai para se encontrar com Delphine. Há também uma cena numa rua em que existem imensos chapéus de chuva pretos, que fazem um contraste com tudo o resto. Posso dizer que esta última cena que referi é genial.
A protagonista é sem dúvida a melhor parte deste filme. Charlize Theron está impecável neste papel e é incrível toda a sua credibilidade. É uma mulher forte e extremamente sexy. James McAvoy, que interpreta Percival, também está excelente sendo que nem conseguimos logo formar uma opinião sobre a sua personagem - o que é suposto. Sofia Boutella, a agente francesa, também se destaca -  tem um ar inocente e podemos até pensar que ela nunca vai ser uma boa espiã, mas o trabalho dela acaba por ser fundamental.
O filme é bom, porém tenho de referir que tem um aspecto muito negativo. Quando o filme acaba ficamos a pensar: "então, mas qual era o objectivo de Lorraine?" ou "o que continha a lista?". É tudo explicado no filme, mas de uma maneira muito rápida que nem dá tempo ao espectador para processar tudo o que está a ver, o que é uma pena... Mas, por outro lado, convida a uma segunda visualização para tentar perceber melhor o que acontece. Porque o filme, no geral, é muito bom. Por isso não posso deixar de o recomendar!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Depois da leitura: "Misery - O Capítulo Final"

Hoje, tal como já vos tinha prometido há uns dias atrás quando falei sobre o livro, vamos fazer uma viagem até 1990 que foi o ano em que o filme Misery - O Capítulo Final foi lançado. Inspirado na obra de Stephen King, o filme, realizado por Rob Reiner, conta com James Caan e Kathy Bates nos papéis principais. 


O filme começa com Paul Sheldon a ter um acidente de viação, depois de ter terminado o seu novo livro. (In)felizmente, é encontrado por Annie Wilkes, uma mulher que diz que é a sua fã número um. Annie era uma antiga enfermeira e ao início até parece ser uma pessoa simpática, mas com o passar dos dias transforma-se numa psicopata, capaz de fazer coisas inimagináveis ao nosso escritor para conseguir que este ressuscite a sua personagem favorita, Misery.
Felizmente o filme manteve-se bastante fiel ao livro de Stephen King. Até os pormenores, como um simples pinguim de porcelana na sala de Annie, foram tidos em conta. Mas, se bem se lembram, quando falei do livro disse que existiam várias partes da obra que eram capazes de meter nojo, tais eram as descrições. A meu ver isso não acontece no filme. Aliás, a Annie do filme até parece ser mais simpática e mais limpa do que no livro.
A maior diferença que encontrei entre livro e filme está relacionada com os polícias. No livro aparecem polícias, dos quais nem os nomes sabemos; no filme aparece um xerife e até ficamos a conhecer a sua assistente, que por acaso é a sua mulher. Mas isto também não muda nada na história, porque o final é exatamente o mesmo.
Como seria de esperar, visto que é baseado numa obra de Stephen King, há muito suspense e as pessoas mais sensíveis são capazes de se assustar com súbitos aparecimentos de Annie.
As personagens estão incríveis. Kathy Bates é uma atriz que faz imensos papéis deste género e está fantástica no papel de Annie. James Caan também representa muito bem todo o sofrimento pelo qual Paul Sheldon está a passar.
Acho que gostei tanto do filme como do livro. Se forem daquelas pessoas que não gostam de ler, podem sempre optar por ver apenas o filme. Valem ambos a pena!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Popcorn time!

Há uns tempos atrás, quando falei do filme O Resgate do Soldado Ryan, disse que ia criar aqui no blogue uma rubrica - Baú de filmes - na qual ia escrever sobre filmes que foram um grande sucesso no Cinema e que quero ver ou rever. Escrevi os nomes dessas obras numa lista e hoje venho partilhá-la com vocês.


Os filmes:
1. Os Condenados de Shawshank, Frank Darabont (1994)
2. O Padrinho - Parte I, Francis Ford Copola (1972)
3. A Lista de Schindler, Steven Spielberg (1993)
4. Pulp Fiction, Quentin Tarantino (1994)
5. O Bom, o Mau e o Vilão, Sergio Leone (1966)
6. Fight Club - Clube de Combate, David Fincher (1999)
7. Forrest Gump, Robert Zemeckis (1994)
8. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Milos Forman (1975)
9. Tudo Bons Rapazes, Martin Scorsese (1990)
10. Matrix, Lana Wachowsky e Andy Wachowsky (1999)
11. O Silêncio dos Inocentes, Jonathan Demme (1991)
12. Do Céu Caiu Uma Estrela, Frank Capra (1946)
13. Léon, o Profissional, Luc Besson (1994)
14. O Resgate do Soldado Ryan, Steven Spielberg (1998)
15. Aconteceu no Oeste, Sergio Leone (1968)
16. América Proibida, Tony Kaye (1998)
17. Casablanca, Michael Curtiz (1931)
18. Regresso ao Futuro, Robert Zemeckis (1985)
19. Gladiador, Ridley Scott (2000)
20. Apocalypse Now, Francis Ford Copola (1979)
21. Alien - O Oitavo Passageiro, Ridley Scott (1979)
22. Doutor Estranhoamor, Stanley Kubrick (1964)
23. Braveheart - O Desafio do Guerreiro, Mel Gibson (1995)
24. Laranja Mecânica, Stanley Kubrick (1971)
25. Taxi Driver, Martin Scorsese (1976)
A lista foi feita com base nos filmes com melhor classificação no IMDb. Conhecem alguma destas obras? Quais é que já viram? Entretanto, se me quiserem sugerir algum filme que gostem, as vossas sugestões são sempre bem vindas! 😃
Já agora, aproveito para informar que coloquei a aplicação dos "seguidores" na barra lateral para que, caso queiram, seja mais fácil seguirem o blogue. Ainda tenho muito poucos seguidores, mas acho que a pouco e pouco vou conseguir formar aqui uma família maior! 

domingo, 6 de agosto de 2017

Uma ida ao Zoo!

Hoje trago uma publicação diferente, para variar um pouco. Na sexta feira passada fui passar o dia ao Jardim Zoológico. Estava um dia bonito, com o céu azul e muito calor. Felizmente no Zoo há imensas sombras e também alguns espaços onde podemos refrescar-nos! 
Ao contrário de muitas pessoas, eu adoro ir ao Jardim Zoológico. Eu sei que o facto de os animais estarem presos é mau, mas é preciso relembrar que muitos estão em vias de extinção e graças a espaços destes ainda é possível dar continuação às espécies. E depois também é importante dizer que o Jardim Zoológico de Lisboa apresenta muito boas condições. Já não existem quase jaulas nenhumas, sendo que os animais têm espaços enormes. 
Para começar o dia, fui ver a famosa apresentação dos golfinhos, que me deixa sempre com vontade de saltar para dentro da água e nadar com eles. Depois foi a vez de ir à apresentação das aves, onde pássaros maravilhosos passam mesmo por cima da cabeça das pessoas, à medida que os tratadores vão explicando as características de cada um. A seguir, depois das apresentações estarem vistas, fui finalmente visitar todos os animais do Zoo. Tenho de destacar os macacos, que eu adoro. Um macaquinho bebé saía de dentro das grades e andava pelo meio das pessoas. Perto havia um cartaz que dizia para ter cuidado, porque eles gostavam de roubar tudo o que viam à frente. Parece que o melhor carteirista de Lisboa vive no Jardim Zoológico!
Como estava muito calor, muitos dos animais estavam a dormir nas sombras, mas deixo-vos aqui algumas fotografias daqueles que estavam acordados!

















E vocês, qual é a vossa opinião sobre os Jardins Zoológicos? Já alguma vez estiveram no de Lisboa? Gostam? Não gostam?

sábado, 5 de agosto de 2017

"Emoji - O Filme": o mundo dos emojis

De acordo com os críticos, Emoji - O Filme pode ter sido uma das piores criações cinematográficas dos últimos anos. Nos sites de filmes, conta com uma classificação muito baixa - no IMDb tem 1,5 em 10, no Rotten Tomatoes tem 6 em 100% e no Metacritic tem nota 12 também em 100 -, mas será que é uma animação assim tão má? 


Este filme mostra o que acontece quando alguém envia um emoji, a "maior invenção de sempre na comunicação", numa mensagem do seu smartphone. Os emojis vivem em Textópolis e cada um tem a sua função e a sua cara: o emoji triste chora, o sorridente sorri, etc, etc. E depois há o protagonista, Gene, que é o emoji "bah", mas que não consegue ser "bah" porque tem mais do que uma reação: é capaz de sorrir, chorar, rir, ficar corado, tudo, até pode ficar com corações nos olhos.
O sonho de qualquer emoji é o de ser escolhido para aparecer numa mensagem. Gene quase arruína tudo e por isso a emoji Sorridente decide apagá-lo do sistema, mas o "bah" foge e vai à procura de uma hacker, a Rebelde, juntamente com o seu novo amigo, Hi-5. Depois, os três têm de ir até à Dropbox para salvar Gene. Sim... À dropbox! O objetivo dos protagonistas deste filme é chegar à Dropbox!... Ah! E somos também apresentados aos pais de Gene, a mãe "bah" e o pai "bah", que estão a ter uma crise no casamento...
Bem... Na versão original, este filme conta com as vozes de T. J. Miller, James Corden, Anna Faris, Christina Aguilera, entre muitos outros, com destaque para Patrick Stewart - conhecido especialmente por ter entrado nos filmes de X-Men - que dá voz ao Cocó... Mas, infelizmente, não pude ouvir o Cocó a falar com a voz de Patrick Stewart porque vi o filme na versão portuguesa, que conta, principalmente, com as vozes dos locutores da Rádio Comercial.
Agora, retomando a questão do início desta publicação, esta animação é assim tão má? Sim, é. Honestamente acho que o filme não faz sentido nenhum. A ideia de pegar nos emojis e de criar um mundo para eles até seria engraçada, mas não correu bem. O filme tem momentos que foram feitos para rir, mas que não têm piada. E depois o objetivo de chegar a Dropbox também é um tanto ridículo...
Não sei se esta animação foi feito só para crianças, mas questiono-me se uma criança é capaz de gostar de o ver e tenho dúvidas acerca disso. Acho mesmo que não iam perceber muitas coisas que ali são ditas.
É importante referir que temos também presentes várias crianças ou adolescentes (dizem que são alunos do Secundário, apesar de fisicamente não parecerem) constantemente agarrados ao telemóvel e a dramatizarem porque enviaram um emoji errado. Também os utilizadores do Facebook não escaparam a uma breve crítica, que mostra que no Facebook todos só queremos ter fama e que nesta rede social não existem amigos verdadeiros...
São ditas coisas como, por exemplo, "um emoji vale mais que cem palavras" e, assim sendo, vou terminar com um emoji que é capaz de descrever bem este filme: 💩.
Enfim, se ainda assim quiserem ver, Emoji - O Filme estreia nos cinemas no dia 10 de Agosto. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"In a Heartbeat": uma curta-metragem cheia de amor


Hoje trago-vos uma nova animação, com um estilo muito semelhante ao da Pixar, produzida por Beth David e Esteban Bravo, dois estudantes de Cinema. Uma curta-metragem que mostra o amor entre duas crianças, dois rapazes. Como seria de esperar, está a receber tanto críticas positivas como, infelizmente, negativas. Mas acredito que vai conquistar o coração de todos os leitores aqui do blogue, por isso deixo-vos aqui, In a Heartbeat.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

"Baby Driver": rico em boas músicas

Com um nome inspirado numa música da dupla americana Simon and Garfunkel, Baby Driver é o novo filme de Edgar Wright - realizador de Shaun Of The Dead e Scott Pilgrim Contra o Mundo. Já é considerado por muitos o filme deste Verão. Tardou a chegar às salas de cinema portuguesas - em Inglaterra e nos Estados Unidos já estreou há uma semana - mas já o podem ir ver a partir de hoje.


Baby é um rapaz que assistiu à morte dos pais num acidente de automóvel e que a partir daí passou a ouvir acufenos. Para que o zumbido não o afetasse tanto, começou a andar sempre com, pelo menos, um iPod no bolso e sempre com fones nos ouvidos a ouvir música. Além disso, também grava conversas, para depois fazer as suas próprias mixs com elas.
A partir de um certo momento, vê-se forçado a juntar-se à vida do crime, para pagar uma divida. Tem um especial talento para a condução e, por isso, torna-se motorista. É ele que ajuda os seus colegas a fugir depois dos assaltos, sem nunca serem apanhados pela Polícia.
Um dia, conhece Debbie, uma jovem que trabalha num diner, e que, tal como ele, adora ouvir música. Apaixonam-se um pelo outro, mas Baby não consegue escapar à má vida que tem e vê-se cada vez mais em situações nas quais não quer estar. Tudo se complica quando o seu patrão e depois as pessoas com quem ele trabalha descobrem que ele gosta desta tal rapariga.
Baby Driver é um filme que não consegue ser aborrecido. Está cheio de sequências de ação, com muitas perseguições e manobras arriscadas em carros. Tem muita cor e é alegre. Definitivamente o que o mais torna especial e diferente é a sua banda sonora. Tal como referi, Baby anda sempre a ouvir música e por isso este é um dos aspectos mais importantes no filme. As músicas adequam-se sempre às cenas e existem até partes em que Baby escolhe uma música para determinado momento - por exemplo, num dos assaltos ele começa a ouvir uma música, mas os seus parceiros atrasam-se com conversas e ele volta a meter a música do início quando eles saem do carro. Está tudo a combinar com as opções musicais. Até os tiros estão em paralelo com a música! E depois, a lista de canções escolhidas é fantástica e para todos os gostos. Não querendo revelar quais são as músicas usadas, como é óbvio não poderia faltar a tal música dos Simon and Garfunkel - e mais não digo.
O filme está repleto de cenas engraçadas, como quando um dos colegas de Baby está encarregue de comprar máscaras do assassino Michael Myers, do filme Halloween, para o assalto. Mas em vez disso compra máscaras do actor Mike Myers - que caso não conheçam, é quem dá a voz ao Shrek na versão original.
Quanto ao elenco, temos presentes caras bastante conhecidas. O protagonista é interpretado por Ansel Elgort - que entrou no filme A Culpa é das Estrelas e também na saga Divergente -, Kevin Spacey - o famoso Lester Burham em Beleza America -, Jamie Foxx, Lily James, Jon Hamm, etc, etc. A começar pelo protagonista, alguns dos actores que aqui estão presentes são difíceis de imaginar neste género de papéis, mas no final estão todos muito bem.
Este é, sem dúvida, um bom filme. Mas se ainda não vos consegui convencer a ir vê-lo, deixo-vos aqui um vídeo com os primeiros seis minutos de Baby Driver, para despertar o vosso interesse.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quem é o Super-Homem?

Já escrevi aqui no blogue uma publicação sobre a Mulher Maravilha, em que falava principalmente da sua origem e da sua importância enquanto personagem. Há bocado pensei: "Porque não fazer o mesmo com outros super-heróis? Todos eles têm uma história!". E pronto, aqui estou eu a descarregar tudo cá para fora. O mundo dos super-heróis é muito mais interessante do que pode parecer à primeira vista e é isso que pretendo mostrar-vos. Hoje conto-vos a história do Super-Homem


Em 1938, nos Estados Unidos, mais precisamente em Cleveland, dois amigos fãs de ficção científica, Jerry Siegel e Joe Shuster, juntaram-se e criaram o primeiro super-herói das bandas desenhadas: o Super-Homem. Estes dois jovens, inspirados num sonho de Jerry - que diz ter sonhado com um ser de outro planeta - viram o seu trabalho a ser recusado por várias editoras, até que o conseguiram publicar no primeiro volume da intitulada coleção Action Comics, que mais tarde viria a fazer parte da DC Comics.
Não se sabe se Jerry realmente teve este sonho, mas existem algumas possíveis inspirações para a personagem: Jesse Owens, o atleta norte-americano de descendência africana que participou nos Jogos Olímpicos e que ficou em primeiro lugar - para tristeza de Adolf Hitler, que teve de engolir em seco - e Tarzan, o famoso "homem da selva". 
A personagem tornou-se muito famosa rapidamente: começaram a ser criados anúncios, roupas, acessórios, figuras de ação... Tudo relacionado com o Super-Homem. Era uma sensação, um ícone da cultura popular e um espelho daquilo que todos os americanos queriam ser. Por outro lado, transmitia também a ideia do "sonho americano" e é importante não esquecer que ele é um estrangeiro, um alien, alguém de outro mundo, que foi capaz de se adaptar à vida na América. Enquanto emigrante, digamos assim, ele é aceite e amado pela sociedade.
Relativamente à sua história, o personagem nasceu no Planeta Krypton e o seu verdadeiro nome é Kal-El. É o seu pai, Jor-El, que o envia para o Planeta Terra, porque Krypton está prestes a explodir. O rapaz é encontrado e acolhido por Martha e Jonathan Kent e assume o nome Clark Kent. Pouco depois, começa a descobrir que tem super-poderes e torna-se conhecido por todos como o Super-Homem. Vive, no entanto, uma vida dupla: a sua verdadeira identidade é desconhecida por muitos. Quando não está a salvar o mundo, é apenas um jornalista disfarçado com óculos no Daily Planet, onde também trabalha Lois Lane, por quem se apaixona.
Com o passar dos anos, o Super-Homem começou a ficar para trás e a ser substituído por novas personagens. Surgiu também a ideia de que era uma personagem machista e racista, porque afinal de contas é um homem branco extremamente poderoso. Teve de se adaptar a novas realidades e deixou de ser o único super herói. Na DC Comics, juntaram-se-lhe o Batman - que começou por ser o seu oposto, uma personagem muito mais negra - e a Mulher Maravilha - que era tão forte quanto ele, mas era uma mulher e uma feminista. Começaram a ser criadas personagens distintas e para todos os gostos. Assim, todos os aspectos negativos que existiam em relação ao Super-Homem desapareceram, porque ele já não era o único super-herói: o que ele não era, eram outros. Portanto, cada leitor podia ler as bandas desenhadas com que mais se identificava, mas esta personagem nunca deixou de ser especial porque tinha sido o primeiro a ser criado.
O Super-Homem passou para o grande ecrã em 1978. Até aí já existiam imensas curta-metragens e até mesmo uma série - que ficou marcada pela famosa frase: "It's a bird! It's a plane! It's Superman!" -, mas foi este filme que se manteve mais fiel às histórias das bandas desenhadas, mostrando o lado mais humano da personagem, interpretada por Christopher Reeve. 
Entretanto, o super-herói continua a ser um enorme sucesso. Atualmente, o actor que o interpreta é Henry Cavill. Em 2013 foi lançado o filme Homem de Aço e em 2016 lutou contra o Batman em Batman vs Superman. É possível que a sua próxima aparição seja ainda este ano no filme da Liga da Justiça.


É importante lembrar que ao criarem o Super-Homem, estes dois rapazes, Jerry Siegel e Joe Shuster, deram início à criação do maravilhoso mundo dos Super-Heróis. Porém, nenhum dos dois teve uma vida fácil, até porque nem sempre lhes foram atribuídos os créditos da personagem. Jerry tinha problemas monetários e Joe perdeu grande parte da vista. Ao perceber isto, o diretor da DC Comics na altura tentou ajudá-los ao máximo. Hoje em dia, os nomes deles aparecem em tudo o que está relacionado com o Super-Homem. Podem verificar isso nos créditos quando forem ver um dos filmes que referi em cima!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Leituras: "Misery", de Stephen King

Misery foi o terceiro livro que li de Stephen King, o famoso escritor de Horror e Suspense. Antes deste, li The Shinning - O Iluminado Bem Vindos a Joyland. O Iluminado é a sua obra mais famosa, mas admito que gostei muito mais desta minha última leitura!


Este livro conta a história de Paul Sheldon, um escritor famoso que criou uma personagem chamada Misery Chastain que é adorada por muitas fãs que leem os seus romances cor-de-rosa. No entanto, ao escrever o seu último livro, Paul decide matar a protagonista para depois se dedicar a uma nova história muito distinta, Carros Velozes.
Um dia, sofre um acidente de viação e fica em muito mau estado, deixando até de conseguir andar. É ajudado por Annie Wilkes, uma antiga enfermeira, que encontra o carro e o leva para a sua casa. Mais tarde, o escritor descobre que Annie é sua fã e adora Misery ao ponto de ter dado este nome a uma porca. Como é de prever, a reação da mulher ao ler o último livro não é nada boa e fica furiosa com a morte da personagem. A partir daqui, obriga Paul a escrever um novo livro que ressuscite Misery.
Paul vê-se obrigado a escrever para se manter vivo, porque Annie revela ser uma mulher louca, uma psicopata que já não vê Misery apenas como uma personagem de ficção. 
O livro começa logo com muita ação, com o acidente de Paul, e depois passa-se quase todo em casa de Annie, mais precisamente no quarto onde o escritor passa os seus dias, ferido, numa luta constante contra as dores.
Quando o comecei a ler, pensei que esta história ia ser um pouco aborrecida, porque é passada sempre no mesmo sítio. Mas Annie é uma personagem muito inconstante, que faz coisas que parecem inimagináveis. É uma mulher doida, com um passado terrível, que magoou muitas pessoas. Há sempre um grande suspense e nunca sabemos o que é que ela vai fazer a seguir e por isso a vontade de continuar a ler vai sempre aumentando. 
Ao longo do livro, vamos tendo acesso também a vários fragmentos da obra de Paul, ao ressuscitar de Misery. Pessoalmente estava à espera de algo mais nestas partes. A famosa Misery é uma personagem pouco interessante, o que me deixou a pensar no porquê de Annie gostar tanto dela, ao ponto de querer que ela regresse dos mortos. Mas a meu ver, a história da Misery não interessa realmente. O que importa é o que ela provoca.
Este é um livro que é capaz de nos causar várias sensações. Existem páginas que fazem descrições que são capazes de deixar qualquer pessoa enojada. Preparem-se também para sentir uma enorme raiva. Sentimos o mesmo que Paul sente e até é possível imaginar todas as suas dores através das várias descrições e comparações que nos são dadas.
É uma obra muito intensa. Stephen King mostra aqui que é realmente um mestre do Horror e do Suspense. Recomendo a todos os que estejam interessados neste género!

Em breve vou publicar também uma opinião sobre o filme que foi baseado nesta obra!