quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Wind River": crimes no meio da neve

Wind River é um filme de Taylor Sheridan que conta com Jeremy Renner e Elizabeth Olsen nos papéis principais. É uma obra delicada que mostra um tema sério e também os sentimentos das pessoas de uma cultura há muito tempo esquecida.


Cory Lambert, interpretado por Jeremy Renner, é um caçador que é chamado para encontrar e matar os predadores que tinham morto alguns animais em Wind River. No entanto, enquanto está a fazer o seu trabalho dá de caras com o corpo de uma rapariga nativo-americana que reconhece rapidamente. Trata-se de Natalie, a melhor amiga da filha. Congelada e longe de tudo.
Depressa o FBI é chamado ao local do crime. É então que surge Jane (Elizabeth Olsen), uma agente recém formada que nunca tratou de um caso como este e que nem sequer está preparada para este sítio para onde foi enviada, como é visível através da falta de roupa que ela leva. Devido à sua falta de experiência, acaba por pedir ajuda a Cory, que, sendo um bom caçador, é excelente a encontrar pistas. 
Jane ao inicio parece ser uma personagem fraca, mas torna-se precisamente no contrário. Já Cory, é bastante complexo, com um passado que faz com que queira ajudar Jane a encontrar os verdadeiros culpados pela morte de Natalie, até porque também conhecia a família da rapariga e sente uma enorme ligação com aquela comunidade indígena. 
O filme tem paisagens de cortar a respiração e raros são os momentos em que a neve deixa de cair. Numa cena, Jane diz algo como: "devem ter-se esquecido de lembrar que já estamos na Primavera". Aproveitando esta parte do diálogo, posso dizer que Wind River de facto acaba por ser uma zona um pouco esquecida e não só pelo tempo distinto. Ora, ali só existem nativo-americanos, que desde cedo foram ignorados pelo Governo. O filme mostra isso: uma comunidade diferente que não foi aceite. Até quando a agente chega a casa dos pais de Natalie, a maneira como o pai lhe responde confirma isso. Percebemos que tem orgulho nas suas raízes, mas que sente tristeza pela falta de apoios.
Wind River não é só sobre resolver um caso de homicídio. É um filme sobre uma comunidade e também sobre um homem que foi pai e está a lutar contra o seu sofrimento.
Os atores estão excelentes nos papéis. Para mim foi a melhor prestação que vi por parte do Jeremy Renner como também da Elisabeth Olsen. As personagens estão credíveis numa maneira incrível.
Infelizmente o filme não foi tão divulgado como merecia e por isso pode não ter feito muito sucesso, mas asseguro-vos que é um filme a não perder. Está atualmente nos cinemas, mas só em algumas salas. 100% recomendável! 

Joana em viagem (5): Sestriere e Turim

Hoje, já em território italiano, trago-vos as recordações de Sestriere e Turim
Primeiro visitámos Sestriere, onde podemos ver várias memórias dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim. A vila em si é simples, só com uma rua principal mas como várias montanhas e teleféricos que no Inverno são excelentes para os fãs de Ski. Agora no Verão estava tudo muito calmo e com poucas pessoas.




Seguindo para Turim, demos de caras com uma cidade cheia de monumentos. No entanto, grande parte estavam fechados e só os pudemos ver de fora. 
A Piazza Castello é o centro de tudo e é também onde se situa o Museu de Turim. Ao lado fica a via Garibaldi, a rua com mais comércio da cidade.




Tal como disse, a maioria dos monumentos estavam fechados. Existem imensas igrejas em Turim e não consegui ver o interior de nenhuma, mas por fora são realmente belas obras de arte.



Sabem o que não pode faltar em Itália? Gelados artesanais, focaccias e principalmente pizza, que foi o nosso almoço. Para vos deixar com água na boca, deixo aqui uma imagem da minha 4 formaggio.


Ao final da tarde o tempo mudou e começou a chover, por isso terminámos a visita a Turim na Mole Antonelliana: um edifício antigo, construído em 1863, e extremamente alto - ao ponto de eu não conseguir tirar uma única fotografia - que é o ícone de Turim. Há um elevador que sobe ao topo, onde podemos ver Turim tal como os pássaros vêem a cidade.


Mas a Mole Antonelliana não é só famosa pela sua vista ou pela construção em si. Sabem o que é que se situa dentro do edifício? O Museu Nacional do Cinema! Claro que vou falar sobre isso, até porque tem tudo a ver com o que costumo publicar aqui no blogue, mas só daqui a uns dias, porque é algo que merece uma publicação muito especial! 
Por agora ficamos por aqui! Espero que tenham gostado de ver a minha viagem. Mais logo sai uma crítica a um filme, porque já tenho saudades de escrever essas coisas! 😄

Joana em viagem (4): Briançon

Hoje trago a penúltima publicação relacionada com as minhas férias (pelo menos por agora!). Os locais de hoje ficam todos perto de Briançon, uma cidade situada nos Altos Alpes franceses que está rodeada por muralhas (como podem ver já na primeira imagem) que foram construídas sobre as ordens do Marquês de Vauban. A melhor parte é o centro da vila antiga, que tem uma rua bastante agitada e com um ar medieval.




Briançon foi o destino escolhido porque estava rodeado de zonas do nosso interesse - é perto da fronteira com Itália - e porque é uma zona muito importante para o Tour de France. O meu pai adora ciclismo, por isso adoramos visitar os Cols por onde as etapas do Tour costumam passar. Perto de Briançon existem quatro! 
O primeiro Col que visitámos foi o d'Izoard, que por sinal foi o que mais gostei. Tem 2360m de altitude e lá em cima está um frio de rachar. Durante a subida há imensos ciclistas a tentarem chegar até ao topo, pois como já referi é um sítio bastante conhecido no mundo do ciclismo.


De seguida fomos ao não menos conhecido Col du Galibier, com 2642m de altitude, que se preza pela sua vista maravilhosa e de cortar a respiração.



A caminho do Galibier situa-se também o Col de Lautaret, 2058m, onde existem várias lojas e restaurantes.


Por fim, o Col de Granon, onde no dia que lá fomos estava a haver uma etapa de ciclismo. Deixo-vos aqui uma fotografia da vista lá de cima.


Amanhã damos um saltinho a Itália e depois prometo que o blogue volta ao normal, até porque já tenho aqui uma crítica de um filme pronta a ser publicada. 😊

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Joana em viagem (3): Monaco

Depois de Nice, chegou a altura de falar sobre o Monaco (que, caso não saibam, fica bastante perto). O Monaco é um mundo à parte. Rico, rico, rico! Luxo por todo o lado: grandes marcas, grandes carros, muito dinheiro! 
O carro ficou estacionado perto dos Pavilhões de Monte Carlo, por isso foi logo a primeira coisa que vimos. À frente fica o Casino, com Ferraris estacionados por todo o lado! No Monaco existem tantos que até parece que são baratinhos...



Felizmente consegui ver um pouco do interior do edifício do Casino, mas não vi a parte dos jogos em si, só mesmo o hall de entrada, que é a única zona que não se paga balúrdios para ver.


De seguida seguimos caminho até ao Palácio Real, que ainda é longe do Casino. O percurso é bastante interessante, por uma grande estrada com vista para os cais cheios de barcos privados. E de vez em quando lá passa um grande carrão a fazer um barulhão para que todas as pessoas se virem para ver se é um Ferrari ou um Lamborghini.
Pelo caminho também passamos por esta piscina, que é um tanto peculiar porque fica no meio dos prédios, entre a estrada e o mar cheio de barcos.


Já no terraço do Palácio, a vista é incrível, como podem comprovar já de seguida. 




O Monaco é pequeno, mas é grandioso e é diferente de todas as cidades que podem imaginar.

Joana em viagem (2): Nice

Hoje trago-vos fotografias da segunda etapa da viagem: Nice! Nice é uma verdadeira cidade, carregada de lojas e com grandes multidões de pessoas atarefadas. Caso não se lembrem, no ano passado houve aqui um atentado, por isso existem polícias por todo o lado, com grandes armas nas mãos. Ao início não me senti muito segura, mas depois comecei a ver coisas que me agravam por todo o lado e foi uma questão de minutos até conseguir habituar-me a esta cidade que é bastante bonita.


A primeira coisa que eu queria ver era a Notre Dame de Nice. Antes de fazer a viagem procurei pontos de interesse em todos os sítios que ia visitar e admito que achei isto bastante curioso. Há dois anos atrás estive em Paris ao lado da Notre Dame e as semelhanças entre ambas são bastante visíveis, ainda que a de Nice não seja tão grandiosa. Está situada na rua principal e foi uma surpresa agradável quando a vi, porque não estava à espera que estivesse localizada tão no centro da cidade. 



Seguindo a rua principal, vamos dar à Praça Massena, que é extremamente colorida e agradável. À noite aquelas estátuas que são candeeiros iluminam-se com várias cores. Perto havia um sítio cheio de fontes para onde as pessoas se iam molhar e depois ficavam a apanhar sol deitadas nos relvados.


De seguida fomos até à Promenade des Anglais, local onde aconteceu o tal atentado em 2016. Agora existem pilares por todo o lado, para que algo parecido não volte a acontecer. Ao lado existem praias, casinos, restaurantes e também o famoso hotel de luxo Le Negresco, que é considerado um ícone e ponto de referência da cidade. Dois minutos ao pé da entrada chegam para perceber que não é um espaço para toda a gente, mas apenas para quem tem um bom dinheiro na carteira. 


As praias de Nice são muito famosas, mas não me parecem ser nada de especial. São bonitas, isso sim!, mas pareceu-me ser um sacrifício andar nelas, visto que em vez de areia só existem pedras...


À noite voltámos a passar pela Notre Dame, que iluminada fica muito mais bela! Por volta desta hora já estava tudo encerrado, mesmo as lojas de grandes marcas que existiam nesta rua, e por isso já estava tudo muito mais calmo.


No dia seguinte fomos ainda visitar a Catedral Russa. Eu não sou uma pessoa religiosa, mas gosto imenso de visitar este tipo de monumentos. Esta catedral é fantástica!
Por hoje ficamos por aqui. Próxima paragem: Mónaco!

Joana em viagem (1): Puigcerda e La Molina

Como prometido, aqui vou eu mostrar-vos algumas fotografias da minha viagem e dar-vos a conhecer os sítios por onde passei. É importante explicar desde já que foi uma viagem de carro, com destino a Briançon, em França, porque aí íamos ficar perto de vários sítios a que queríamos ir. É uma distância muito grande, por isso o percurso foi feito em várias etapas, sendo que - e respondendo a alguns comentários vossos - nos primeiros quatro dias estivemos a acampar e só depois é que ficámos numa casa alugada - porque a maioria dos parques de campismo em França são bastante caros e têm péssimas condições! 
Então, o primeiro sítio onde ficámos foi Puigcerda, uma vila em Espanha que é muito perto da fronteira com França. Se pesquisarem um pouco, vão ver que quase todas as imagens que aparecem na Internet mostram um lago com uma casa vermelha - tal como esta fotografia que eu tirei. Essa casa é na verdade um Hotel de quatro estrelas que se chama Villa Paulita. E, já agora, o lago é artificial e admito que é muito mais bonito nas fotografias do que ao vivo. 


Puigcerda parecia ser um sítio interessante, mas acabou por não ter muito para ver para além do lago e do centro da vila, que de manhã ainda estava com quase tudo fechado. Por isso fomos passar o resto do dia a uma estância de Ski que ficava perto chamada La Molina, onde no Verão existem vários lagos, também artificiais, que são muito bonitos e que se misturam bem com a natureza ao redor.


Depois de uma tarde bem passada a caminhar por entre lagos, fomos de novo à vila, que ao final do dia, felizmente, já estava mais movimentada e com um ar mais alegre do que de manhã.


E assim se passou o primeiro dia de férias, com a esperança de que as próximas etapas da viagem fossem um pouco mais marcantes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Estou de volta!

Pronto, acabou a minha viagem e já estou de volta! Antes de mais quero agradecer por todos os comentários durante a minha ausência. As minhas férias correram muito bem e vi coisas incríveis que mais tarde vou partilhar com vocês. Como muitos me pediram, vou mostrar algumas fotografias nas próximas publicações. Tirei imensas, por isso acho que nos dias que se seguem só vão ver isso por aqui - porque uma publicação não basta para mostrar tudo! 
Peço desde já desculpa a quem segue o blogue só para ler as críticas e opiniões de filmes, mas como estive fora por quase duas semanas deixei de estar a par das estreias de Cinema. Mas prometo que em breve vai voltar tudo ao normal! 
Agora vou passar a próxima hora a responder e a retribuir todo o vosso carinho! Até já! 😛

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Vou deixar o blogue aos grilos...

Hoje passo por aqui mesmo só para dizer que vou de férias e por isso vou deixar o blogue aos grilinhos - gri, gri, gri, gri. Não vou deixar publicações agendadas, porque assim não ia conseguir responder aos vossos comentários e acho que mais vale voltar a publicar só quando regressar, no final do mês. 
Vocês já foram de férias? Para onde foram? Caso ainda não tenham ido, aproveito para vos desejar umas boas férias também! Divirtam-se!


Até já! 😄

domingo, 13 de agosto de 2017

"Annabelle - A Criação do Mal": a origem da boneca

Annabelle - A Criação do Mal é a prequela de Annabelle, que, por sua vez, é uma prequela do Conjuring. É um filme realizado por David F. Sandberg - realizador que já está relacionado com filmes de terror, pois também dirigiu o Lights Out - que mostra a origem da boneca Annabelle e a maneira como esta foi possuída.


O filme Annabelle (de 2014) mostrou como é que esta boneca malvada foi parar às mãos de Mia e John, um casal que estava à espera da primeira filha e que viu a sua vida complicar-se depois de Annabelle ter ido parar às estantes do quarto da bebé e depois de assistirem ao assassinato dos seus vizinhos. É fundamental ver este filme antes de assistir a Annabelle - A Criação do Mal, porque existem partes de ligação entre os dois.
Tal como o nome indica, este segundo filme de Annabelle vem mostrar a sua origem, o que nos leva até à família Mullins. Samuel e Esther Mullins perderam a sua filha Annabelle - ou Bee, como eles lhe chamavam - num trágico acidente. Mais tarde, mais precisamente doze anos depois, decidem receber na sua casa várias raparigas que viviam num Orfanato e também a Irmã Charlotte que cuida delas. Deste grupo, destacam-se Janice e Linda, duas amigas que sonham ser adotadas pela mesma família para conseguirem ficar juntas para sempre.
Já na casa dos Mullins, Janice é avisada que não pode entrar num quarto que tem a porta trancada. Mas, certa noite, recebe vários bilhetes e descobre que a tal porta está aberta. Quando entra percebe que é o quarto da filha dos Mullins, que tinha morrido, e encontra uma boneca fechada num armário. A partir daí, várias coisas estranhas começam a acontecer.
Annabelle - A Criação do Mal é um filme de terror e essencialmente de suspense. Pessoalmente não achei muito assustador, mas várias pessoas na sala gritaram em diversas partes. Assim sendo, não recomendo a quem não aprecia este género de filmes.
A história é boa, mas na minha opinião podia ser mais aprofundada. É interessante perceber como é que a boneca, feita pelo próprio Samuel Mullins, ficou possuída e se tornou num objecto demoníaco. Mas existem várias pontas soltas ao longo do filme que podiam ser melhor exploradas. Já para não dizer que o final acontece demasiado rápido.
O elenco de Annabelle - A Criação do Mal é composto, no geral, por raparigas muito jovens, que estiveram realmente muito bem nos seus papéis, mais uma vez dou destaque às personagens Janice e Linda, interpretadas por Talitha Bateman e Lulu Wilson, pois acabam por ser as principais do filme.
Em comparação com o primeiro filme de Annabelle, gostei mais deste, principalmente por causa do ambiente em que se insere. A história passa-se muito antes, num ambiente muito mais vintage, que se relaciona muito melhor com a própria boneca Annabelle.
No geral foi um bom filme, apenas fico triste por ter acabado tão rápido (tem 1h50m de duração, mas o tempo passa mesmo a voar) e por ter deixado algumas pontas soltas. 

sábado, 12 de agosto de 2017

"Atypical", a nova série da Netflix

Atypical é a nova série da Netflix, que chega mesmo a lembrar o sucesso 13 Reasons Why. Foi lançada ontem (dia 11 de Agosto) e é composta por oito episódios, cada um com cerca de meia hora. 


Sam Gardner é um rapaz com autismo que adora pinguins e tudo o que está relacionado com a Antártida. Vive com os seus pais e a irmã Casey, que é uma excelente atleta, com um futuro risonho ligado às corridas.  
Sam frequenta uma terapeuta, Julia, que o ajuda em tudo. A partir de um determinado momento, o rapaz percebe que quer ter uma vida normal e que começar a namorar faz parte disso. Então pede conselhos a Julia e acaba com um fraquinho por ela, que vai aumentando cada vez mais. 
A série não se centra apenas em Sam. Existem outras histórias a ser contadas ao mesmo tempo, relacionadas com todas as personagens. São mostrados vários pontos de vista e no final podemos concluir que nunca ninguém sabe o que vai pela cabeça de outra pessoa. 
Atypical tem um tom cómico, mesmo mostrando os problemas ligados ao autismo. Sam vive no seu próprio mundo e os seus familiares têm de se adaptar a isso, o que nem sempre é bom, especialmente para a sua irmã. No entanto, esta sabe lidar com isso e é uma personagem bastante engraçada. Tal como o melhor amigo de Sam e colega de trabalho, Zahid, que está sempre a dizer piadas e a tentar mandar Sam para o "mundo real". 
A série está idêntica a 13 Reasons Why. Ambas são em grande parte passadas nos corredores das escolas e mesmo a maneira como são filmadas é parecida. Felizmente nesta não temos um final tão triste!
Os episódios são curtos e por isso vê-se muito rápido, até porque ficamos sempre com vontade de continuar a ver. Comecei a ver ontem à noite e acabei hoje à tarde - e, acreditem, normalmente demoro imenso tempo a ver séries! Acho que vai ser mais um grande sucesso da Netflix. Vocês já viram? Ou já ouviram falar?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"Diana, a nossa mãe": um documentário sobre a Princesa do Povo

Ontem à noite, a SIC passou em exclusivo, durante o Jornal da Noite, o documentário Diana, Our Mother, produzido pela HBO para celebrar a vida de Diana vinte anos depois do trágico acidente que levou à sua morte.


Os príncipes William e Harry falam da mãe e de tudo o que recordam dela e refletem também acerca de como seria Diana hoje em dia, se ainda estivesse viva, afirmando que seria certamente uma avó muito brincalhona e que provavelmente tinha sido capaz de continuar a fazer o bem pela sociedade.
Amigos próximos da Princesa de Gales também são entrevistados e referem a sua beleza e simpatia, mostrando que ao tornar-se princesa ela foi atirada para o meio dos lobos mas soube imediatamente o que tinha de fazer e assumiu o papel da maneira mais carinhosa possível. Sendo que o falecimento da "princesa do povo" não deixou ninguém indiferente e, nas palavras de Harry, "pessoas que não a conheciam pessoalmente choraram como se tivesse morrido alguém próximo". 
Também o tema da separação de Diana e de Charles é referido e é a partir daqui que a vida de Diana se complica, sempre a ser perseguida por jornalistas e paparazzis que são capazes de tudo para conseguir uma boa fotografia.
Este é um documentário muito humano e cheio de saudade, contado por pessoas que eram realmente muito próximas.
Já agora, aproveito para agradecer ao Miguel do blogue Escritalhada e à Ellie do The Choice, que me nomearam para fazer a Tag "Irmandade dos Bloggers". Infelizmente não gosto assim muito de responder a Tags, ainda que goste de as ler. De qualquer modo, venho convidar-vos a dar um saltinho aos blogues destes dois, porque valem a pena! E agradeço-lhes mais uma vez por se terem lembrado de mim. 😋

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"Atomic Blonde": uma agente muito especial

Atomic Blonde - Agente Especial é um filme de David Leitch, um antigo duplo de filmes de ação. Inspirado na banda desenha The Coldest City de Antony Johnston e Sam Hart, vem mostrar que uma mulher pode ser tão boa ou melhor ainda que Jason Bourne. Chega hoje às salas de Cinema!


O filme começa com Lorraine, a personagem principal, sentada a contar a sua história. Voltamos a 1989, na véspera da queda do muro de Berlim. Lorraine Broughton é uma espiã que é enviada para a Alemanha durante a Guerra Fria, depois da morte de um colega seu. Tem como objectivo encontrar uma lista onde estão escritos todos os nomes de agentes duplos.
Assim que chega à cidade, Lorraine vê-se logo metida em problemas, pois o seu disfarce não é bom o suficiente e por isso tem sempre alguém a tentar matá-la. Até que chega David Percival, que se torna numa espécie de aliado. Somos também levados ao encontro de Delphine Lasalle, uma francesa que também é uma agente secreta, que no final é quem ajuda a nossa protagonista a perceber quem é bom e quem é mau neste filme.
Atomic Blonde é um filme em que a ação nunca pára. A protagonista está constantemente a ser perseguida, a dar murros, pontapés, enfim. Até uma chave pode ser uma excelente arma. Existem cenas incríveis de ação, como, por exemplo, uma sequência numa escada em que ela deita abaixo dois ou três homens, com muita luta pelo meio. O incrível desta cena é que provavelmente foi filmada toda de seguida, sem cortes.
Posso destacar neste filme a banda sonora, que é quase toda formada por êxitos dos anos oitenta. As opções musicais podem nem sempre estar de acordo com aquilo que estamos a ver, mas acabam por encaixar bem.
Também as cores são muito importantes: existem vários contrastes, como até podem ver na imagem desta publicação. As cenas no quarto de Lorraine marcam a diferença precisamente por causa das cores, tal como acontece também no bar a que esta vai para se encontrar com Delphine. Há também uma cena numa rua em que existem imensos chapéus de chuva pretos, que fazem um contraste com tudo o resto. Posso dizer que esta última cena que referi é genial.
A protagonista é sem dúvida a melhor parte deste filme. Charlize Theron está impecável neste papel e é incrível toda a sua credibilidade. É uma mulher forte e extremamente sexy. James McAvoy, que interpreta Percival, também está excelente sendo que nem conseguimos logo formar uma opinião sobre a sua personagem - o que é suposto. Sofia Boutella, a agente francesa, também se destaca -  tem um ar inocente e podemos até pensar que ela nunca vai ser uma boa espiã, mas o trabalho dela acaba por ser fundamental.
O filme é bom, porém tenho de referir que tem um aspecto muito negativo. Quando o filme acaba ficamos a pensar: "então, mas qual era o objectivo de Lorraine?" ou "o que continha a lista?". É tudo explicado no filme, mas de uma maneira muito rápida que nem dá tempo ao espectador para processar tudo o que está a ver, o que é uma pena... Mas, por outro lado, convida a uma segunda visualização para tentar perceber melhor o que acontece. Porque o filme, no geral, é muito bom. Por isso não posso deixar de o recomendar!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Depois da leitura: "Misery - O Capítulo Final"

Hoje, tal como já vos tinha prometido há uns dias atrás quando falei sobre o livro, vamos fazer uma viagem até 1990 que foi o ano em que o filme Misery - O Capítulo Final foi lançado. Inspirado na obra de Stephen King, o filme, realizado por Rob Reiner, conta com James Caan e Kathy Bates nos papéis principais. 


O filme começa com Paul Sheldon a ter um acidente de viação, depois de ter terminado o seu novo livro. (In)felizmente, é encontrado por Annie Wilkes, uma mulher que diz que é a sua fã número um. Annie era uma antiga enfermeira e ao início até parece ser uma pessoa simpática, mas com o passar dos dias transforma-se numa psicopata, capaz de fazer coisas inimagináveis ao nosso escritor para conseguir que este ressuscite a sua personagem favorita, Misery.
Felizmente o filme manteve-se bastante fiel ao livro de Stephen King. Até os pormenores, como um simples pinguim de porcelana na sala de Annie, foram tidos em conta. Mas, se bem se lembram, quando falei do livro disse que existiam várias partes da obra que eram capazes de meter nojo, tais eram as descrições. A meu ver isso não acontece no filme. Aliás, a Annie do filme até parece ser mais simpática e mais limpa do que no livro.
A maior diferença que encontrei entre livro e filme está relacionada com os polícias. No livro aparecem polícias, dos quais nem os nomes sabemos; no filme aparece um xerife e até ficamos a conhecer a sua assistente, que por acaso é a sua mulher. Mas isto também não muda nada na história, porque o final é exatamente o mesmo.
Como seria de esperar, visto que é baseado numa obra de Stephen King, há muito suspense e as pessoas mais sensíveis são capazes de se assustar com súbitos aparecimentos de Annie.
As personagens estão incríveis. Kathy Bates é uma atriz que faz imensos papéis deste género e está fantástica no papel de Annie. James Caan também representa muito bem todo o sofrimento pelo qual Paul Sheldon está a passar.
Acho que gostei tanto do filme como do livro. Se forem daquelas pessoas que não gostam de ler, podem sempre optar por ver apenas o filme. Valem ambos a pena!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Popcorn time!

Há uns tempos atrás, quando falei do filme O Resgate do Soldado Ryan, disse que ia criar aqui no blogue uma rubrica - Baú de filmes - na qual ia escrever sobre filmes que foram um grande sucesso no Cinema e que quero ver ou rever. Escrevi os nomes dessas obras numa lista e hoje venho partilhá-la com vocês.


Os filmes:
1. Os Condenados de Shawshank, Frank Darabont (1994)
2. O Padrinho - Parte I, Francis Ford Copola (1972)
3. A Lista de Schindler, Steven Spielberg (1993)
4. Pulp Fiction, Quentin Tarantino (1994)
5. O Bom, o Mau e o Vilão, Sergio Leone (1966)
6. Fight Club - Clube de Combate, David Fincher (1999)
7. Forrest Gump, Robert Zemeckis (1994)
8. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Milos Forman (1975)
9. Tudo Bons Rapazes, Martin Scorsese (1990)
10. Matrix, Lana Wachowsky e Andy Wachowsky (1999)
11. O Silêncio dos Inocentes, Jonathan Demme (1991)
12. Do Céu Caiu Uma Estrela, Frank Capra (1946)
13. Léon, o Profissional, Luc Besson (1994)
14. O Resgate do Soldado Ryan, Steven Spielberg (1998)
15. Aconteceu no Oeste, Sergio Leone (1968)
16. América Proibida, Tony Kaye (1998)
17. Casablanca, Michael Curtiz (1931)
18. Regresso ao Futuro, Robert Zemeckis (1985)
19. Gladiador, Ridley Scott (2000)
20. Apocalypse Now, Francis Ford Copola (1979)
21. Alien - O Oitavo Passageiro, Ridley Scott (1979)
22. Doutor Estranhoamor, Stanley Kubrick (1964)
23. Braveheart - O Desafio do Guerreiro, Mel Gibson (1995)
24. Laranja Mecânica, Stanley Kubrick (1971)
25. Taxi Driver, Martin Scorsese (1976)
A lista foi feita com base nos filmes com melhor classificação no IMDb. Conhecem alguma destas obras? Quais é que já viram? Entretanto, se me quiserem sugerir algum filme que gostem, as vossas sugestões são sempre bem vindas! 😃
Já agora, aproveito para informar que coloquei a aplicação dos "seguidores" na barra lateral para que, caso queiram, seja mais fácil seguirem o blogue. Ainda tenho muito poucos seguidores, mas acho que a pouco e pouco vou conseguir formar aqui uma família maior! 

domingo, 6 de agosto de 2017

Uma ida ao Zoo!

Hoje trago uma publicação diferente, para variar um pouco. Na sexta feira passada fui passar o dia ao Jardim Zoológico. Estava um dia bonito, com o céu azul e muito calor. Felizmente no Zoo há imensas sombras e também alguns espaços onde podemos refrescar-nos! 
Ao contrário de muitas pessoas, eu adoro ir ao Jardim Zoológico. Eu sei que o facto de os animais estarem presos é mau, mas é preciso relembrar que muitos estão em vias de extinção e graças a espaços destes ainda é possível dar continuação às espécies. E depois também é importante dizer que o Jardim Zoológico de Lisboa apresenta muito boas condições. Já não existem quase jaulas nenhumas, sendo que os animais têm espaços enormes. 
Para começar o dia, fui ver a famosa apresentação dos golfinhos, que me deixa sempre com vontade de saltar para dentro da água e nadar com eles. Depois foi a vez de ir à apresentação das aves, onde pássaros maravilhosos passam mesmo por cima da cabeça das pessoas, à medida que os tratadores vão explicando as características de cada um. A seguir, depois das apresentações estarem vistas, fui finalmente visitar todos os animais do Zoo. Tenho de destacar os macacos, que eu adoro. Um macaquinho bebé saía de dentro das grades e andava pelo meio das pessoas. Perto havia um cartaz que dizia para ter cuidado, porque eles gostavam de roubar tudo o que viam à frente. Parece que o melhor carteirista de Lisboa vive no Jardim Zoológico!
Como estava muito calor, muitos dos animais estavam a dormir nas sombras, mas deixo-vos aqui algumas fotografias daqueles que estavam acordados!

















E vocês, qual é a vossa opinião sobre os Jardins Zoológicos? Já alguma vez estiveram no de Lisboa? Gostam? Não gostam?