domingo, 22 de outubro de 2017

Encontro com Nicholas Sparks

Há uns anos atrás, e por muito que agora me custe admitir isso, eu não gostava de ler. Ou pelo menos, não tinha hábitos de leitura. Até que uma vez me veio parar às mãos um livro chamado A Melodia do Adeus. Não conhecia o autor, apenas conhecia as pessoas que estavam na capa, visto que naquela edição estava uma imagem do cartaz do filme (protagonizado pela Miley Cyrus, que eu tanto idolatrava naquela altura).
Entretanto, li o livro. Gostei, gostei muito! E, por isso, decidi continuar a ler livros deste autor. Passei a adorar ler. Durante grande parte da minha adolescência, andei carregada com os romances deste homem. Agora, já não leio tanto os livros dele (sendo que o último que li já foi em 2014), mas assim que soube que ele vinha cá, não podia ter ficado mais feliz. Afinal de contas, grande parte da minha vida foi a ler livros do grande Nicholas Sparks.


Este encontro com os fãs, promovido pela Editora ASA, decorreu ontem à tarde, no Picadeiro Real (antigo Museu dos Coches), em Belém. O lugar tornou-se pequeno para tanta gente que decidiu dar ali um saltinho para conhecer o escritor.
Assim que ele entrou no palco, transmitiu logo a sua alegria a todos. Tirou várias fotografias ao público e, de seguida, começou uma rápida entrevista conduzida por Fátima Lopes.
Numa breve introdução, Nicholas Sparks admitiu que (como muitos de nós) tem tendência a procrastinar e passa a vida a adiar os seus momentos de escrita.
Falou, em destaque, do seu livro mais recente - Só Nós Dois -, razão pela qual veio ao nosso país. A obra conta a história de um pai solteiro, Russel Green, que tem de ultrapassar todos os seus problemas para cuidar da sua filha, London, que depende unicamente dele.
Segundo Sparks, o que mais o inspira são as pessoas normais que vemos todos os dias. Todas as suas personagens são o mais real possível e têm de lidar com problemas fundamentais, como a morte ou a doença. O autor criou um tipo de personagem e desde aí segue sempre esse modelo.


No final da entrevista, todos os que estiveram presentes tiveram a oportunidade de receber um autografo ou de tirar uma fotografia com o autor. Não querendo demorar muito tempo, limitei-me a dizer-lhe que o primeiro livro que li dele foi quando tinha dez anos. Ele ficou surpreendido e respondeu que era bom finalmente estarmos a conhecer-nos.
Nicholas Sparks é, sem dúvida, um homem normal que apenas nasceu com um dom para a escrita. Simpático, humilde e divertido. Foi uma tarde muito bem passada!


Agora fica aqui a promessa de que em breve vou ler este novo livro de Nicholas Sparks, Só Nós Dois. Depois, claro, trago-vos a opinião! 😃

terça-feira, 17 de outubro de 2017

"O Estrangeiro": o regresso de Jackie Chan

O Estrangeiro é um filme de Martin Campbell (o realizador de 007: Casino Royale e A Máscara de Zorro) que traz consigo o grande regresso de Jackie Chan e Pierce Brosnan ao grande ecrã. 


A trama começa com um inesperado ataque terrorista em Londres, no qual a filha de Quan (a personagem de Jackie Chan) morre. A partir daí, este homem humilde, que era apenas o dono de um restaurante em Chinatown, deseja continuar a viver apenas para descobrir quem foram os culpados pela morte da sua filha. Então, Quan tenta falar com um homem do governo, Hennessy, e pede-lhe que encontre os culpados. Depois de ser ignorado várias vezes, começa a ameaçá-lo e descobre alguns segredos do passado deste que metem a sua profissão em causa. 
Posso dizer, desde já, que aquilo que parecia ser um filme com uma história ao estilo de Taken tornou-se, afinal, num thriller bastante político. Logo no início somos confrontados com um ataque que, percebemos de seguida, foi feito por membros de um grupo terrorista Irlandês (o IRA – Exército Republicano Irlandês). 
O filme pode ser facilmente dividido em duas partes, sendo que a primeira é a mais dramática da história e é na qual se dá o acontecimento mais marcante: a grande explosão que mata a filha de Quan. A partir do momento em que este homem perde a sua filha, conseguimos ver o seu desespero e dá-se uma grande mudança na sua vida. Uma pessoa que até aí era apenas um pai trabalhador, transforma-se num homem sedento por vingança.
A segunda parte começa quando Quan se dirige pela primeira vez a Hennessy, pedindo-lhe que encontre os culpados pela morte da filha. A partir daqui o filme torna-se um pouco repetitivo, especialmente por causa da impaciência de Quan. Isto é compreensível, mas as próprias falas repetem-se inúmeras vezes, o que acaba por ser saturante. No entanto, à medida que a trama se vai desenrolando, a vingança de Quan deixa de ser o ponto fulcral (mas nunca é esquecida) e os temas políticos começam a fazer parte da ação, o que altera bastante o ritmo da história.
Ao falar deste filme, é preciso destacar a fantástica representação de Jackie Chan (que faz o papel de Quan) e é precisamente aqui que está o problema de O Estrangeiro. Acontece que, a partir de certo momento, apenas queremos ver a personagem de Jackie Chan. Parece que o resto do filme não lhe chega aos calcanhares e algumas cenas tornam-se mesmo aborrecidas quando ele não está presente. Queremos saber mais sobre esta personagem e queremos mais cenas de ação com ela. Porque, na verdade, cada cena de ação que Chan faz neste filme é uma bela coreografia e é agradável ao olhar. 
Felizmente, a par com a excelência da interpretação do protagonista, temos também uma magnífica banda sonora composta por Cliff Martinez, que traduz na perfeição todo o drama presente nesta história. 
No final, o filme acaba por não surpreender tanto quanto desejamos, mas mantém-nos agarrados até ao último minuto. O Estrangeiro está agora nas salas de cinema!